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LGBT+: Sequelas do Preconceito

  • Foto do escritor: Rafael R. Foltram
    Rafael R. Foltram
  • 3 de mai. de 2024
  • 3 min de leitura

Atualizado: 21 de out. de 2024



um arco-íris

Inevitavelmente, quando falamos de pacientes LGBTQIAPN+, vamos esbarrar num assunto em comum a todos: o preconceito. A LGBTfobia, lamentavelmente, é uma questão estrutural em nossa sociedade. Ou seja, ela é uma das bases que moldam nossas perspectivas de vida e como começamos a entender a realidade que nos rodeia.

Por conta disso, quando falamos de preconceito em relação a uma minoria social, estamos falando de uma vivência crônica que permeia a vida dessas pessoas desde o início. E a pergunta que se levanta disso é: Quais são as consequências de experienciar constantemente o preconceito?


Quando falamos da infância, podemos observar que essas pessoas são confrontadas com preconceitos antes mesmo de compreenderem plenamente sua identidade. Isso frequentemente as leva a esconder ou reprimir quem são, apagando aos poucos o brilho natural que deveria caracterizá-las. Assim, muitas vezes aprendem a viver em constante alerta, podendo chegar ao ponto de sacrificar sua autenticidade para evitar a hostilidade externa.


Essas agressões podem se manifestar de várias formas, sejam elas verbais, físicas ou psicológicas. Produções culturais, comentários de desconhecidos em público e negação de serviços são exemplos de agressões cotidianas. 


Junto a isso, vemos também muitas dessas agressões manifestadas nas esferas de relações mais próximas. Podemos observar pais, mães, familiares, amigos, colegas e pessoas de convívio frequente muitas vezes reproduzindo este preconceitos das mais diversas maneiras: em forma de piadas, comentários sutis que podem passar despercebidos, julgamento sobre vestimentas, sobre a forma de falar ou de mexer seu corpo. 


E justamente esse pode ser um dos grandes desafios quando falamos de LGBT+. Como dar conta dessas agressões vindo de lugares que até então eram considerados ambientes de segurança, conforto e confiança?


Essas agressões deixam o indivíduo num estado de vigilância permanente, que gera um profundo desgaste emocional, podendo resultar em traumas profundos e duradouros.


É comum observar uma maior vulnerabilidade emocional entre os membros da comunidade LGBT+, reflexo direto dessas experiências traumáticas. Temos sempre que nos relembrar que, por terem nascido nesta sociedade imersa em preconceitos, as pessoas LGBT+ também trazem consigo essas construções que as machucaram, internalizando a LGBTfobia. O estigma internalizado leva muitos a questionarem sua própria identidade e a sentirem-se inadequados, perpetuando um ciclo de autocrítica e sofrimento.


Podemos então apontar diversas consequências dessa vivência: dificuldades de relacionamento, uma autocrítica muito destrutiva, sensação de algo desajustado ou errado dentro de si, dificuldade de se sentir pertencente a algo. E como resultado, isso pode levar a transtornos mais delicados, como depressão, ansiedade, distúrbios alimentares, transtornos dismórficos, etc.


Diante desse cenário, é crucial adotar uma abordagem sensível e compassiva ao lidar com pessoas LGBT+. Devemos trabalhar para desmantelar essas ideias de punição e culpa, oferecendo apoio e compreensão para ajudá-las a enfrentar um ambiente muitas vezes hostil.


Para além de enfrentar tais ambientes difíceis, é essencial trabalharmos o encontro e a construção de espaços de segurança. Como disse anteriormente, as agressões podem vir de lugares muito próximos, e podem deixar a pessoa LGBT+ num estado de desamparo, de isolamento.


Assim, não basta apenas ajudá-las a navegar por espaços difíceis e turbulentos. É imperativo que seja construído lugares de conforto, onde a pessoa LGBT+ consiga se expressar da sua maneira, se sinta livre e aberta a novas experiências. Encontrar um núcleo de pessoas que forme uma rede de apoio em que a pessoa tenha a possibilidade de nutrir suas necessidades sociais e afetivas é essencial para o bem-estar emocional de qualquer indivíduo.


Enquanto sociedade, temos o dever de lutar pelo fim desses preconceitos. Porém, a mudança social é um processo longo, que necessita luta e construção constante. E ao passo que caminhamos nessa direção, podemos aliviar o sofrimento individual através do apoio e da empatia mútua. Para isso, estou aqui à disposição para oferecer esse apoio tão essencial para a comunidade. Entre em contato hoje mesmo e vamos começar essa jornada juntos.


 
 

Psicólogo Rafael Romano Foltram

CRP: 06/154213

Rua Bartolomeu de Gusmão, 394, Vila Mariana, São Paulo, SP

Tel: (11)94488-0554

 

Email: rafaelfoltrampsi@gmail.com

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